No episódio #447 do AdamiCast, Pedro e Mariana Adami receberam dois empresários que estão na vanguarda do empreendedorismo regional: Alexandre Tanaka, fundador da Rede Brink & Lar, referência em utilidades domésticas e produtos com 27 anos de história, e Allex Vincoletto, fundador da UP China e da Mobeex, empresa especializada em importação direta da China e mobilidade elétrica. A conversa foi recheada de bastidores sobre importação, oportunidades de negócio e uma parceria que promete movimentar o mercado nacional de mobilidade elétrica.
De rastreadores a um ecossistema de 8 empresas: a história da UP China
Allex Vincoletto começou sua jornada de importação há 18 anos, com uma empresa de rastreamento veicular chamada Três Rastreadores. A necessidade de reduzir custos e garantir fornecimento próprio fez com que ele fizesse sua primeira viagem à China, e o que começou como uma solução interna virou negócio.
“Todo mundo tinha medo de importar. E essas pessoas começaram a me procurar a partir do momento que eu comecei a ir pra China”, conta Allex. Ele assumiu a responsabilidade de importar também para os parceiros do setor e, de forma natural, o volume cresceu: hoje a UP China importa 20 vezes mais do que consumia originalmente. O resultado é um ecossistema de 8 empresas interligadas, todas com foco em produtos vindos diretamente da China.
A Mobeex e a oportunidade da mobilidade elétrica no Brasil
O projeto mais recente, e mais ambicioso, de Allex é a Mobeex, empresa de mobilidade elétrica que comercializa motos elétricas, scooters e patinetes importados diretamente da China, onde a fábrica parceira é sócia do negócio.
A visão de Allex é clara: o Brasil ainda está engatinhando nesse mercado, enquanto a China já vive o futuro. “90% dos carros nas ruas da China são elétricos, com placa verde”, afirma. “O que a gente vive aqui com carro elétrico, a gente ainda não tá nem antes do começo.”
A grande vantagem prática? O custo de operação. Zerar completamente a carga de uma moto elétrica custa, em média, R$ 0,70 por dia. Nada de IPVA, sem documentação obrigatória para alguns modelos, zero custo de combustível. Para quem trabalha com delivery, a conta fecha com folga.
Hoje a Mobeex já opera com concessionárias em Petrolina e Recife, e está em plena expansão nacional. O modelo é o licenciamento: qualquer empreendedor pode abrir uma concessionária Mobeex, com suporte total em estoque, produtos exclusivos e acesso privilegiado a lançamentos direto da China.
A parceria com Alexandre Tanaka e a loja Pocket dentro da Brink & Lar
Alexandre Tanaka já conhecia Allex pela importação com marca própria, a Brink & Lar comercializa produtos com a sua própria marca, desenvolvidos em parceria com a UP China. Com 27 anos de mercado e mais de 53.000 itens no portfólio, a Rede Brink & Lar é hoje uma das maiores lojas de utilidades domésticas e brinquedos da região, com vendas online expressivas na Amazon, Shopee e Mercado Livre.
A nova fronteira dessa parceria é a criação de uma loja Pocket da Mobeex dentro da Brink & Lar, um modelo de quiosque/loja dentro da loja, similar ao que acontece em shoppings. A expansão prevista para 2026 inclui mais três novas unidades da Brink & Lar, um centro de distribuição e o lançamento do site oficial com programa de afiliados.
Como importar da China do jeito certo: os erros mais comuns
Boa parte do episódio foi dedicada a desmistificar a importação da China. Allex explica que a maioria dos problemas acontece por falta de processo, não por má-fé dos fornecedores chineses.
Os erros mais comuns:
- Comprar no CPF: importação para revenda exige CNPJ habilitado no Siscomex (o chamado “Radar”). Sem isso, a mercadoria não é nacionalizada.
- Ignorar certificações: produtos com componentes eletrônicos precisam de ANATEL; brinquedos precisam de INMETRO; cosméticos e alimentos precisam de ANVISA. Embarcar sem certificação é garantia de problema na alfândega.
- Não fazer amostragem: a UP China sempre traz uma amostra primeiro, testa com o cliente, inspeciona a fábrica e só então fecha o pedido. Um contêiner errado é um prejuízo enorme.
- Confundir com Paraguai: importação da China é processo formal, legal, escalável. Paraguai é cota de pessoa física, não serve para revenda nem para crescer.
O processo completo, desde análise do produto até nacionalização, leva em média 30 a 40 dias. O envio aéreo para amostras agiliza para cerca de 10 dias, com custo maior mas sem o risco de trazer um contêiner errado.
Quanto preciso para começar a importar?
Allex é direto: para uma importação que faça sentido financeiro, o investimento mínimo é entre R$ 50.000 e R$ 100.000. Abaixo disso, os custos fixos de frete e desembaraço corroem a margem.
E a margem, quando o produto certo é escolhido, é generosa. “Produto ruim de China tem margem de 100%. Produto bom tem de 500% a 800%”, afirma Allex. A UP China analisa o preço de custo na China versus o preço praticado no Brasil antes de recomendar qualquer produto ao cliente.
Para quem quer testar o mercado antes de importar, o conselho é prático: compre o produto aqui no Brasil primeiro, mesmo pagando mais caro, e valide a saída. Se vender bem com margem menor, vai vender muito melhor com o custo da China.
A China que poucos brasileiros conhecem
Allex leva grupos de empresários à China a cada seis meses em imersões organizadas. O relato é unânime: quem vai, volta querendo voltar. A China real, moderna, tecnológica, organizada por polos industriais inteiros dedicados a um único segmento, não tem nada a ver com o imaginário popular.
“Quando a gente fala de China, as pessoas ainda pensam em xingling, falsificado. Não é isso. A China é white label. Tudo é fabricado lá, não tem como falsificar o que é feito lá”, explica Allex. Cidades inteiras são especializadas: uma cidade só de eletrônicos, outra só de roupas, outra só de calçados, cada uma com centenas de fábricas no mesmo segmento.
Na área de mobilidade elétrica, a diferença é ainda mais evidente. Na China, achar um posto de gasolina é difícil. Pontos de recarga estão em todo lugar. O país já ultrapassou o combustão e vive o elétrico como realidade cotidiana, não como tendência futura.
Onde encontrar Alexandre e Allex
Quer saber mais sobre a Rede Brink & Lar, a UP China ou a Mobeex? Siga os convidados nas redes sociais:
- Alexandre Tanaka: @ale_tcarvalho | Brink & Lar: @redebrinklar
- Allex Vincoletto: @allex_vincoletto | UP China: @upchina_oficial | Mobeex: @mobeex.oficial
Se você tem interesse em abrir uma concessionária Mobeex ou quer entender como importar da China para o seu negócio, entre em contato diretamente com Allex pelo Instagram.
🤖 Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.